Fernando de Noronha pode afundar

Calma, não é para agora. Na verdade, talvez seja mais fácil a ilha ser encoberta pelo oceano. Mas que a coisa por lá está feia, está. Um estudo coordenador pelo governo estadual e federal identificou uma realidade de sobrecarga em Noronha.

A ilha tem gente demais e recurso de menos. Falta água, energia e qualidade de vida. O estudo utilizou vários indicadores para constatar os problemas, um deles foi a Pegada Ecológica – ferramenta que avalia o uso do espaço, considerando a área (em hectares), a população e o consumo dos recursos naturais.

O resultado foi surpreendente. De acordo com a pegada, o estrago em Noronha é maior em 14% do que a média do planeta e 21% do que no Brasil. Os “noronhenses” usam o equivalente a 2,54 hectares/per capita por ano enquanto a média brasileiral é de 2,1 ha/indivíduo.

É um problema grave, já que Noronha teria capacidade para oferecer 0,12 ha/indivíduo. Entenda porque Noronha não tem condições de continuar a ser explorada como é na matéria publicada, hoje, no Diario. Para isso, clique aqui. Também leia a entrevista com o presidente do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade.


quarta-feira, 31 de março de 2010

A fotógrafa Inês Campelo, do Diario, conheceu a “verdadeira” Fernando de Noronha. A permanência na ilha fez com que a visão de paraíso, aos poucos, afundasse. E ela ficou se perguntando como um destino tão famoso poderia viver de forma tão amadora. Leia abaixo o depoimento, de quem apesar dos problemas se apaixonou pelo arquipelágo, e aprecie a galeria de fotos.

“Um lugar onde as tartarugas nadam por baixo de você. Tubarões parecem peixinhos de aquário de tão “socializados”. Arraias e moréias. Além de muitos golfinhos pra encher os olhos de qualquer adulto, porque as crianças podem até achar que aquilo lá é Nemo 2!

Sem dúvida, Fernando de Noronha é um paraíso para os olhos e para a alma. E todo mundo deveria sim, ao menos, sonhar em passar uns dias por lá. Mas é importante ir atento. Ser um lugar caro faz parte do “processo ilha”, já Ines Campelo/arquivo pessoalsabemos. Mas o custo não garante a proteção do local nem o profissionalismo dos serviços.

Restaurantes que recusam clientes às 15h para almoço, como se a passeio você tivesse que almoçar com hora marcada. Comercialização descarada de entradas para a praia de Atalaia, onde o turista não tem opção de ir ao IBAMA e conseguir sua “senha” de acesso a praia, dependendo sempre de agências que utilizam
nomes fictíceos no IBAMA e “vendem” essas senhas.

Serviços de guia muito “mais ou menos”. Desorganização nos passeios de barcos, que vendem pacotes por tempo de passeio, mas que sempre dependem da ordem de saída, que não é bem uma ordem. Quem sai primeiro faz as horas prometidas do passeio, quem sai no último barco, precisa adequar os horários, o que demonstra o descuido com o ambiente.

Apesar disso, vale a pena conhecer! E como!”

quinta-feira, 25 de março de 2010

CUIDADO: RESPIRAR NAS CIDADES PODE MATAR

á pensou em morar no campo? Se não, é bom reconsiderar. foto: M Moscatelli

A poluição do ar resulta da emissão de gases poluentes ou de partículas sólidas na atmosfera. Neste cenário, os automóveis poluem mais do que as indústrias.

Os números de mortos em decorrência de doenças respiratórias causadas pela poluição do ar impressionam. São milhares de mortos anualmente devido a doenças como asma, rinite alérgica, bronquite crônica, infecções nos pulmões, enfisema pulmonar, doenças do coração e até câncer do pulmão, entre outros males. Pobres, crianças e idosos são as maiores vítimas.

A poluição gerada nas cidades de hoje é resultado, principalmente, da queima de combustíveis fósseis. Por isso, é muito importante que você pense em adotar meios de transporte menos poluentes, como a bicicleta ou metrô. O planeta agradece! Sua saúde também.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Você SABIAA ?

Se toda água da Terra - doce, salgada e congelada - fosse dividida entre seus habitantes, cada pessoa teria direito a 8 piscinas olímpicas cheias.
Mas, se dividirmos somente a água potável entre as mesmas pessoas, cada uma teria direito a apenas 5 litros de água.



Um Brasil pior do que países como Jamaica, República Dominicana e os Territórios Palestinos Ocupados. Ou ainda com índices mais baixos do que os africanos. Esse Brasil existe: no quesito esgoto. Ou melhor, falta de.

O relatório sobre metas da ONU mostra que a cobertura de esgoto no campo é menor do que nas cidades assim como evoluiu menos desde a década de 1990. Isso não significa falta de melhora por completo. Pelo contrário. Em 16 anos, o Brasil mais do que duplicou a porcentagem de pessoas que moram em domicílio com saneamento adequado na zona rural e multiplicou por cinco o acesso na zona urbana. Mas ainda é muito pouco.

Precisamos acelerar os esforços para cumprir a meta de chegar até 2015 com metade da proporção de pessoas sem esgoto que havia em 1990, como preveem os ODM (Objetivos de Desenvolvimento do Milênio).

Mais algumas curiosidades ↓

• Acerca da reciclagem do papel de jornal, encontramos as seguintes notícias:Uma tonelada de papel reciclado poupa cerca de 22 árvores, economiza 75% de energia eléctrica e polui o ar 74% menos do que se fosse produzido de novo.

• O Brasil é o campeão da reciclagem de latas de alumínio, com um índice de 87 %, equivalendo a 9 biliões de latas.

• Ao estudar o efeito de estufa encontram-se diversas afirmações sobre o comportamento das nuvens na ocorrência do fenómeno, chegando até a atribuir-lhes o dito efeito.
Para clarificar as opiniões encontradas, vamos analisar o que são e como se comportam as nuvens na atmosfera.



O clima já não é mais o mesmo dos nossos pais

Pergunte aos mais velhos se o tempo era assim antigamente. Provavelmente dirão que não.

O homem moderno alterou drasticamente o nosso sagrado meio ambiente. Este frágil equilíbrio conquistado depois de milhões de anos de evolução foi perturbado e o futuro da vida inteligente na Terra está em cheque.

O Aquecimento Global é facilmente comprovado pelas plantas que florescem em pleno inverno. A primavera tem se antecipado em diversas partes do mundo. O fenômeno pode ser sentido não só nos termômetros e nas plantas mas na nossa própria pele. Para piorar este cenário quente, as tempestades estão ficando mais fortes e imprevisíveis.

Se você acha que o que estão falando sobre as mudanças climáticas é exagero, abra os olhos. O clima já mudou bastante, mas pode ficar muito pior...